domingo, 28 de outubro de 2018

Vou te Levar Comigo


As curvas no caminho, meus olhos tão distantes,
Eu quero te mostrar os lugares que encontrei
Como o céu pode mudar de cor quando encontra o mar
Quando encontra o mar
 
Um sonho no horizonte, uma estrela na manhã
De repente a vida pode ser uma viagem
E o mundo todo vai caber nesta canção
Nesta canção
 
Vou te pegar na sua casa, deixa tudo arrumado
Vou te levar comigo pra longe
Tanta coisa nos espera, me espera na janela
Vou te levar comigo 
 
Eu quero te contar as histórias que ouvi
E nas diferenças vou te encontrar
O amor vai sempre ser amor em qualquer lugar
Em qualquer lugar
 
Vou te pegar na sua casa, deixa tudo arrumado
Vou te levar comigo pra longe
Tanta coisa nos espera, me espera na janela
Vou te levar comigo
 
Vou te pegar na sua casa, deixa tudo arrumado
Vou te levar comigo pra longe
Tanta coisa nos espera, me espera na janela
Vou te levar comigo
Pra longe
 
 
Obs.: Para você, somente para você, que saberá que foi para você...
E deixa tudo arrumado e me espere na janela, que vou te levar comigo ... Pra bem longe!!!

domingo, 14 de outubro de 2018

A Parábola do Cachorro Uivante

Um homem estava viajando por uma estrada um quanto tanto deserta, quando percebeu que seu carro estava ficando sem gasolina e não seria prudente continuar viajando sem uma parada estratégica para abastecer.

Ao avistar um modesto posto, parou seu carro junto a uma das duas bombas de gasolina disponíveis e leu uma placa que indicava “SELF-SERVICE”!

Desceu do carro, olhou para um senhor que, tranquilamente, picava seu fumo numa cadeira de balanço na frente da entrada da loja do posto. Acenou para ele e começou a abastecer.

Nesse momento, começou a perceber um barulho estranho…

“Aaaauuuuuuuuuuuu!!!”

- De onde vem isso? – pensou ele.

“Aaaauuuuuuuuuuuuu!!!”

O homem encheu o tanque, colocou a mangueira de volta a bomba e andou na direção ao senhor, que continuava a picar o seu fumo…

“Aaaauuuuuuuuuuuuu!!!”

- Boa tarde! – disse ele retirando sua carteira, mas visivelmente incomodado com o barulho.

- Boa tarde! São setenta e seis reais. – disse o senhor sem nem olhar para o homem.

O homem retirou o dinheiro, entregou ao senhor e perguntou:

- O senhor não está ouvindo um barulho?

“Aaaauuuuuuuuuuuuu!!!”

- Estou, sim! Basta olhar ali, do lado da casa e você vai ver meu cachorro…

O homem, num repente, foi até o lado da casa e viu um cachorro um pouco sujo, mas grande e saudável, deitado e uivando:

“Aaaauuuuuuuuuuuuu!!!”

O homem voltou e perguntou ao senhor:

- Mas porque ele está uivando?

- Ah! Isso é porque ali, onde ele está deitado, tem uma tábua que está com um prego pra cima!

“Aaaauuuuuuuuuuuuu!!!”

O homem, quase que indignado, perguntou:

- Ele está deitado em um prego? Mas, porque ele não se levanta, então?

O senhor parou de picar seu fumo, fitou o homem nos olhos e disse:

- Com certeza, NÃO DEVE ESTAR DOENDO TANTO!

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Acredito que essa parábola se enquadra para muitas pessoas e que possa ser bem útil. Se a sua vida, o seu trabalho ou mesmo o seu lar possui um prego para cima, para de ficar “uivando” e pense em como sair dessa situação incômoda para que você possa viver melhor!

Durante algum tempo passado, eu me vi uivando e uivando e uivando e ainda continuava deitado sobre o prego. Quantas vezes eu não saí da minha zona de conforto? Simplesmente por medo do novo e do futuro! Comodismo puro! Seja lá o que for, o ser humano tem uma forte tendência a empurrar com a barriga o que não lhe agrada, não o faz feliz!

E aí? Mas você não vai sair de cima do prego? Tem medo ou não está doendo tanto assim? Continue uivando!!!

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

E lá vamos nós (novamente)…

Escrever

“Diga alô para esse – e agora velho - conhecido que retorna!” Parodiando o famoso chavão da Apple ao reapresentar uma nova versão de um produto, já devidamente traduzido para o tupiniquim, aqui estou, novamente, vivendo uma outra experiência de vida. Muita, mas muita coisa mesmo se passou desde alguns bons momentos que escrevi avidamente para Noites. Foram momentos felizes, momentos tristes, e circunstâncias que eu jamais imaginaria que fosse vivenciar em todo esse tempo que fiquei ausente. Mas como disse um vendedor que me atendeu em uma lojas dessas aí: “Na vida nós nunca perdemos: ou ganhamos ou aprendemos!” E é isso que me faz recomeçar novamente. Tem uma outra história que diz que experiência não foi o que aconteceu com você e sim o que você fez com o que te aconteceu. E, por mais que eu já tenha vivenciado toda essa brincadeira, ainda sim consigo tirar boas conclusões. Não dá para contar ou tentar explicar tudo que aconteceu em um, dois ou três posts, pois acredite, é muita coisa a ser dita e contada. Mas aos poucos eu vou revelando – claro que com as devidas restrições (chama o jurídico!). No mais, quero deixar aqui registrado o quanto estou aliviado – mesmo com o coração doendo e com diversos problemas para resolver – de ter mais uma oportunidade de buscar a minha paz, de buscar a minha espada. Agora é juntar os cacos, assoprar, tentar colar e caminhar, mesmo que contra o vento, sem lenço e sem documento!

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

A um ausente

Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.
Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?
Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.
Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste.

(Carlos Drummond de Andrade)

Ps.: Pablo Neruda disse que um verso não tem dono, ele pertence a quem precisa dele. Esse, por esses tempos agora, são meus!

domingo, 2 de agosto de 2015

Marcas que deixamos

Nós estamos condicionados a pensar que nossas vidas giram em torno apenas de grandes momentos. Todavia, os grandes momentos frequentemente nos pegam desprevenidos, e ficam maravilhosamente guardados em recantos que os outros podem considerar sem importância. E da mesma forma ocorrem com os outros momentos... As pessoas podem não lembrar exatamente o que você fez, ou até mesmo todas as palavras que você disse... Mas elas sempre lembrarão de como você as fez sentir...
(Mário Lago)

Ps.: Achei isso por aí enquanto buscava uma outra informação e achei assim, tão simples e tão profundo ao mesmo tempo... Bem a calhar para estes momentos conturbados!!!