sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Coisas de Gaveta

 gaveta2

Fotos tremidas,
Poemas sem rima.
Papéis amassados.
Amores não ditos.
Rabiscos mal feitos.
Páginas de livros.
Rascunhos Rasgados.
Projetos falidos.
Postal desbotado.
Letra de música.
Envelope lacrado.
Contas por pagar.
Carta não lida.
Lágrimas secas.
Sentimentos fechados.
Gaveta trancada.
Chave esquecida
Ou para não dizer Perdida...

Ps.: Ia justamente escrever algo sobre como é frustrante fazer planos, mesmo você tendo certeza que muitas vezes eles não funcionarão! Mas então você acredita (isso é ter fé?) e segue em frente, contra tudo e contra todos. E no final eles voltam para o lugar de onde nunca deveriam ter saído. Pois então, ia justamente escrever sobre isso e ao buscar uma imagem para ilustrar, achei esse poema aí em cima. Não consegui descobrir o autor! Só a chave que não está perdida. Eu mesmo vou jogá-la fora!

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Desencanto

Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.
Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.
E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.
- Eu faço versos como quem morre.
(Manuel Bandeira)


Não tenho nada melhor para postar do que esse singelo e simples poema de Manoel Bandeira. Acredito que ele reflete o meu estado de espírito para estes, mais uma vez, tempos difíceis e conturbados.