terça-feira, 18 de agosto de 2009

Sobre Filmes Pornôs

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Agora há pouco acabei de assistir a um documentário sobre filmes pornôs. O documentário, apesar de não ter exibido nada de muito “pornô” mesmo, foi bem interessante ao mostrar como os filmes de baixo escalão evoluíram com o passar dos anos. Hoje a coisa é mais sexo selvagem na mais pura concepção da palavra. Pega-se um (ou mais) homens e coloque-os com uma (ou mais) mulheres e deixa o pau rolar (não no sentido literal, por favor)! E então, junta-se todas as cenas com um fundo musical horrível – que parece aquelas músicas de demonstrações dos antigos teclados da Casio - e pronto: o filme tá produzido! E, diga-se de passagem, venderá algumas milhares de cópias por todo o mundo (e também será gentilmente compartilhado via torrents da vida).  Antigamente a coisa era mais, assim, romântica e primava-se por uma história, quase sempre uma fantasia enrustida do diretor. Pode parecer estranho isso, pois num filme pornô o que o telespectador quer ver mesmo é sexo. Ninguém aluga ou compra um filme pornô para ver as roupas(?) ou o penteado dos artistas. Quer ver mesmo é o bicho pegar (mais uma vez, sem analogias)! Mas então o filme pornô de antigamente tinha algo a ver mais com arte. Geralmente era filmado em 8mm – nada dessas câmeras digitais caseiras – e tinha-se todo um cuidado pela peça. As atrizes não eram assim tão belas(?) e turbinadas como são hoje, mas tinham um toque de fazer bem feito o filme como um todo e não só o momento principal propriamente dito (money shot). Como tenho algumas pérolas antigas aqui em Paula Cristina, fui averiguar ao vivo e em cores este meu conceito. Peguei um dos filmes da famosa série Taboo, produzida nos anos 80! Essa série causou o maior reboliço na época por jogar por água abaixo todos os fundamentos da família americana, visto que mostrava cenas envolvendo pais e filhos. Não quero entrar na polêmica do filme em si, e sim no contexto da história. O filme, de fato, possuia toda uma trama envolvendo os atores. Haviam cenas e mais cenas de diálogos, interpretações, discussões e, é claro, sexo! Mas as cenas de sexo sempre tinha um “por quê” antes! Não aconteciam por acaso e sim por uma corrente de acontecimentos que culminavam para aquele momento. Nada de um homem encontrar uma mulher e eles irem para a cama sem trocarem uma só palavra. Depois peguei outro filme da época, chamado Holly Does Hollywood e pude, mais uma vez, constatar as minhas afirmativas. É claro que existem excessões e que bons filmes são produzidos hoje por grandes produtoras, como a Private ou a Penthouse! Mesmo assim, ainda acho que falta algo de “arte” nos filmes. Porém, o que as produtoras querem mesmo é dinheiro e como o que vende é o puro sexo, então não há muito o que esperar!

Um comentário:

Jaquielio disse...

Onde encontro este documentário?hehe