quarta-feira, 23 de agosto de 2006

Ninguém em Casa

Já faz algum tempinho que não posto nada relacionado a música. Já comentei em um outro post que muitas vezes "viajo" em algumas músicas e em como elas refletem nosso estado de espírito. Bom, atualmente a mais tocada e a mais "haver" do momento é "Nobody Home" do Pink Floyd! Já coloquei a letra traduzida aí embaixo (para aqueles que estão com as mensalidades atrasadas no Yágizi ou no CCAA)! Uma dica: a versão de Roger Waters no show "The Wall Live At Berlim" é um clássico! A forma como que ele interpreta é como eu gostaria que você entendesse e compreendesse.

Ninguém em casa
(Roger Waters/David Gilmour)

Eu tenho um pequeno livro preto
Com meus poemas dentro dele
Eu tenho uma bolsa com uma escova de dente
E um pente dentro dela
Quando eu sou um cachorro bonzinho
Ás vezes eles me jogam um osso
Eu tenho fitas elásticas que mantêm meus sapatos amarrados
Tenho aquelas vaidosas mãos azuis.
Tenho treze canais de merda na TV para escolher
Eu tenho luz elétrica
E eu tenho intuição
Eu tenho surpreendentes poderes de observação
E isto é o que eu sei
Quando eu tentar conversar
No telefone com você
Não haverá ninguém em casa
Eu tenho o obrigatório cabelo permanente de Hendrix
E eu tenho as inevitáveis queimaduras de alfinete
Todas debaixo da minha camisa de cetim favorita
Eu tenho mancha de nicotina nos meus dedos
Eu tenho uma colher prateada numa corrente
Eu tenho um grande piano para sustentar meus restos mortais
Eu tenho olhos selvagens
Eu tenho um forte desejo de voar
Mas eu não tenho para onde voar
Ooooh Baby quando eu pegar o telefone
Ainda assim não haverá ninguém em casa
Eu tenho um par de botas Gohills
E eu tenho raízes enfraquecidas.

Ps.: Apesar de ter sido feita num passado bem remoto, tá atualizadíssima... Troco apenas algumas palavras ou deixo em metáforas mesmo e fica "da época" ou do momento...

3 comentários:

Grau disse...

Adorei o blog e todas as reflexões... passa lá no meu quando der, ok? Abraços

chiquinha disse...

Acabei de comentar e perder o comentário. Que frustrante, pra não dizer... isso aí que você pensou.
Mas o que eu disse é que você me fez lembrar de uma coisa muito ruim a meu respeito. Minha promiscuidade musical não me tem permitido ouvir muitas coisas de fato boas. Mas há esperança para mim! QUe tenho deixado de lado as coisas ruins.

Helena disse...

Por falar em viajar em música...acho que enviei uma vez a letra da "One" - U2......lembrei desta letra ao tentar entender o incidente desta noite........dê uma olhada, bjs

* será que posso chamar de incidente???