quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Cai o Pano

3º Ato
A minha tristeza já não existe... Ontem morreu alguém que me foi especial durante um tempo... Tempo até demais... Alguém que nunca existiu, a não ser na minha imaginação e que amei com todas as minhas forças... Amei uma mentira... Pérfida e sem escrúpulos. Fui nada mais do que um brinquedo camuflado no meio de palavras de amor fingido e momentos ensaiados num teatro com vários protagonistas... Fui só mais um... Afinal um sonho nada mais é do que isso mesmo, UM SONHO, irreal e bom até o inevitável momento em que acordamos e sentimos o frio da realidade... Infelizmente morreu também uma parte de mim, perdida numa teia de jogos e intrigas por demais irrisória para que sequer possa ser chorada ou lamentada... Fui o maior de todos os cegos por nunca querer ver o que sempre soube ser a verdade, porque a verdade era incompatível com o meu sentimento e o meu amor era maior que qualquer verdade... E sim, às vezes ainda me engano com brilhantes! Estas são as últimas palavras que te dedico de tantas e tantas que nunca mereceste por um instante sequer...
Cai o pano.

2 comentários:

Anônimo disse...

Talvez a vida apenas nos devolve aquilo que a oferecemos....

Adilson Bragança Cápua Jr. disse...

Seu comentário não possui nada, absolutamente nada com o que aconteceu e com o post em si! Eu ofereci muito, mas muito mais do que era esperado! E a única coisa que esperava em troca era reciprocidade!