segunda-feira, 25 de junho de 2012

Pouco se Fudendo



Esse fim de semana que passou notei certos acontecimentos que me remeteram a uma triste constatação acerca de pessoas, natureza humana, sentimentos e relacionamentos. Antes de comentar o que vi e ouvi, posto uma frase meio que “adaptada” para esses selvagens tempos modernos. Creio que seja antiga, mas está atualizadíssima;
Nós nascemos sozinhos e nós morremos sozinhos! E tudo que acontece nesse intervalo que nos dê a ilusão de que não estamos sós, então nos agarramos, mesmo correndo inúmeros riscos!
Pois é, a grande verdade é que em se tratando de relacionamentos, sejam eles com parentes, amigos, colegas e até mesmo sexuais, todo mundo está pouco “se fudendo”! É isso mesmo. A coisa pode ficar bonita e tranquila por determinados momentos, mas basta um estalar para que tudo mude e então a verdade, fria como um iceberg, vir à tona. Iria citar três eventos ocorridos, mas creio que o segundo seja um pouco indelicado da minha parte comentar, então vou escrever sobre o primeiro e o último, visto que esse tipo de situação ocorre muito. E também imagino que, se a pessoa envolvida vinher a ler, poderá até se identificar com o fato, mas entenderá que não estou me referindo a vossa história.
Bom, estava eu tomando um delecioso café da tarde quando um casal(?) adentrou – adoro essa palavra - ao recinto. Ela é uma ex de um amigo. Acho que os dois ficaram casados por uns 8 ou 10 anos. Quando ela me viu, meio que ficou envergonhada. Pude ver isso num sorriso meio sem graça que deu ao seu novo companheiro (ou amigo, posso estar sendo maldoso). Bom, a pessoa entrou e se sentou na mesa mais afastada do balcão, onde eu comia minha refeição. Ao sair, não poderia ser indelicado e cumprimentei os dois, mesmo percebendo que ambos estavam meio que pertubados com a minha presença. Tá, como já me disseram algumas vezes, “a fila anda”… Mas assim? Tão, tão rápido? Estou dizendo isso porque os 2 (a pessoa e o seu ex, que é meu amigo) até poucos meses atrás eram um casal que causavam inveja a quem os visse. Sim, eram felizes juntos, estavam em festas, eventos, sempre sorrindo e uma vez cheguei a conversar com ele e dizer o quanto eu achava legal os dois sempre curtindo juntos. E qual não foi a minha surpresa ao vê-la com outro em pouquíssimo tempo! Como diz o ditado popular: “Não deixou nem o defunto esfriar”! Como eu disse – disse não, ouvi – a fila anda e acho certíssimo as pessoas buscarem outras que lhe completem e que gostem de ficar, mas essa busca desenfreada de pegar qualquer um ou qualquer uma é o que me faz parar para lembrar que todo mundo está pouco se fudendo. O que importa mesmo é, pra variar, sempre o prazer e o eu próprio! E o que resto que se foda!
O terceiro caso é mais ou menos parecido, só mudando o local e o tempo do término do último relacionamento. Praticamente não tem 2 ou 3 semanas que um casamento de  aproximadamente 5 anos acabou e vejo a vítma – que também dizia tanto amar e tanto querer – chorando e se consolando nos braços de outro. Tá bom, tá bom, estou exagerando um pouco em dizer chorar e se consolar. A verdade é que ela estava se divertindo muito, mais muito mesmo! Novamente eu repito, não sou contra! Posso afirmar que também condeno (um pouco!) meus dois amigos, porque depois fiquei sabendo que também já estão em outras – literalmente (e sexualmente) falando! O que comento é sobre a forma como tudo isso ocorreu e ocorre! Portanto, chego a conclusão de que, de fato, as pessoas estão pouco se fudendo! Posso está sendo muito duro em afirmar isso, mas pense comigo: se essa porra acontece com pessoas que a gente escolhe para “amar para o resto da vida”, o que dirá de amigos, colegas e até parentes?
Sim, sei que é triste, mas é a verdade e ela tem que ser dita ou escrita. Posso afirmar isso assim, com uma certeza e um conhecimento de causa muito grande, pois confesso que já vivi isso, olhando por ambos os lados! Por isso começei esse post com a frase que diz: Correr riscos… É o que todos nós passamos ao longo da vida. Às vezes acho que o melhor a fazer é simplesmente não fazer nada! Absolutamente nada. A não ser tentar se feliz!

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