quarta-feira, 18 de abril de 2012

Sou um garoto mal?


Sou um garoto mal e vou para o inferno! Cheguei a essa triste conclusão após terminar um chat com um contato meu em uma rede social dessas daí. O contato (na verdade não sei nem que é, mas tenho a pessoa figurando na minha lista) me questionou porque eu somente compartilho posts referente a músicas e jogos e nunca (repito) NUNCA compartilhei ou postei nada referente a Deus ou a Jesus! Eu, humildemente e respeitando suas crendices, disse que acredito muito numa força superior, mas imagino que não preciso ficar mostrando minhas preferências religiosas. E então o contato disparou: “Ué? Você não mostra suas preferências musicais e de jogos? Sei por exemplo que você torce pelo Vasco, gosta de Pink Floyd e joga muito Pro-Evolution Soccer”! Nesse momento eu parei e fiquei olhando estancado para a singela frase que brilhava no meu monitor! É, realmente ele tem razão nisso! Eu posto muita coisa sobre música, jogos, Vasco e nunca, nem sequer um simples compartilhamento de algo relacionado a religião. Por um bom tempo, eu sempre usava uma frase para dar um “fatality” nesse tipo de conversa. Em outras épocas eu teria dito secamente para o meu contato: “Eu penso que um homem sem religião é como um peixe sem bicicleta”. Pronto, era o bastante para a pessoa entender o que eu penso a respeito de religiões e acabar por ali mesmo com toda e qualquer discussão sobre esse polêmico assunto! Só que hoje eu vejo isso por um outro ângulo! Sim, continuo acreditando (e muito) em Deus e em uma força superior e bondosa. Continuo achando que temos religiões demais e amor entre nós, irmãos, de menos. O que mudou mesmo foi a minha opinião em relação às pessoas e suas crenças! Eu passei a acreditar que algumas pessoas realmente precisam das suas religiões e precisam mais que nunca mostrar isso a todo mundo. Tá, eu sei que isso não quer dizer que o passaporte para o céu está carimbado, mas existem pessoas que são tão necessitadas e carentes que precisam muito da ajuda e do apoio de outros. Só que aí entra aquela velha e conhecida blasfêmia, existente desde os tempos de Jesus: também existem pessoas (essas sem dúvida vão pro inferno mesmo) que se aproveitam dessa situação para afanar descaradamente as pobres pessoas necessitadas. Afanar tanto a fé e a esperança quanto os bens materiais. E fazem isso em nome de Deus e com uma maestria de dar inveja a qualquer empreendedor de sucesso. Mas isso é assunto para um outro post. Um outro detalhe que muito me incomoda nestes “propagadores da verdade” é a hipocrisia. Sim, a mais pura, singela e branda hipocrisia. Ela por si só acaba com qualquer argumento a favor, dando margem para a corte condenar ali mesmo, sem necessidade do juri se retirar. A pessoa vai a igreja quase que todos os dias, vive postando e compartilhando mil e uma coisas referente e na vida particular faz coisas de deixar qualquer um boquiaberto. É aquele velho chavão: nada é mais perigoso do que um bom conselho, acompanhado de um mau exemplo.
Portanto, meu caro amigo, uma coisa que não sou é hipócrita. Minha vida nunca foi, não é e jamais poderá ser usada como exemplo. Mas uma coisa é certa: minha autenticidade. Sou uma pessoa muito autêntica naquilo que acho certo ou errado. Ou eu gosto ou não gosto. Ou é sim ou é não. E como na informática, ou é 1 ou é 0! Então, eu nunca vou mesmo ficar exibindo ou divulgando minhas preferências religiosas. Não por algum receio ou outro motivo qualquer. É porque acredito que só venha ao caso esse tipo de assunto em determinados momentos. Existem situações que palavras de conforto, de amor, de paz e luz são necessárias. Então eu as digo (ou publico)! Outra coisa é que eu nunca vou questionar (ou comentar) o fato de tu não postar nada relacionado a música ou a jogos eletrônicos. E também não vou ficar te perturbando com convites para ir numa lan-house participar de uma jogatina ou mesmo ir a um show de rock. Mesmo porque se você um dia quiser ir, é só me chamar que vou te acompanhar com o maior prazer!

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