terça-feira, 30 de maio de 2006

Confiança e Ingenuidade

A diferença entre confiar e ser ingênuo é vasta,
Mesmo assim a linha divisória é muito sutil.
Ser ingênuo significa ser ignorante.
Confiar é o ato mais inteligente da existência.

E os sintomas a serem lembrados são:
Ambos serão enganados,
Ambos serão trapaceados,
Mas a pessoa que é ingênua
Se sentirá enganada, trapaceada,
Ficará com raiva,
Começará a não confiar nas pessoas.
Sua ingenuidade, mais cedo ou mais tarde,
Se torna desconfiança.

E a pessoa que confia também será
Enganada, trapaceada,
Mas não vai se sentir lesada.
Ela simplesmente sentirá compaixão
Por aqueles que a enganaram,
Que a trapacearam,
E sua confiança não será perdida.
Sua confiança jamais
Se transformará em desconfiança
Para com a humanidade.
Esses são os sintomas.

No princípio, ambos parecem iguais.
Mas, no final, a qualidade da ingenuidade
Se transforma em desconfiança,
E a qualidade da confiança
Continua a se tornar mais confiança,
Mais compaixão,
Mais compreensão das fraquezas humanas,
Da fragilidade humana.

A confiança é tão valiosa
Que a pessoa está disposta a perder tudo,
Menos a confiança.

Do livro: Mais Pepitas de Ouro ~ (Osho)

- * -

Resolvi iniciar este post com esse texto porque ele cai muito bem para o momento. Sabe, não sei em qual das duas (confiança ou ingenuidade) eu me enquadro. Mas, cara, que sensação ruím de você, como num quebra-cabeças, ir juntando as partes e depois ter uma ingrata surpresa ao vê-lo montado e descobrir o quão se é tolo, ou pelo menos se fingiu ser. É difícil explicar certos acontecimentos, pois eles não mais fazem parte de um presente e, como um bom detetive particular e seguindo a filosofia de Hercule Poirot, chega-se a conclusões que - sinceramente mesmo - preferia não ter encontrado! Mas foi inevitável e agora fico "p" da vida comigo mesmo por não ter percebido ou então ter deixado de lado aceitando desculpas tolas (isso é ser ingênuo?). Gostaria muito de ser enquadrado em "confiança", mas creio que o certo mesmo seria "ingenuidade"! E segundo o autor do texto, isso pode se transformar em desconfiança. Tenho medo disso! Tenho medo de não mais pode confiar nas pessoas como confio em algumas hoje. Acho que o melhor a fazer é ignorar tudo e continuar com o Plano "B", mas sei que não consigo. Por algum (ou muito) tempo isso ainda vai me incomodar. De um jeito ou de outro, sempre que algo relacionado acontecer ou for dito, lembrarei-me de tudo novamente e passarei a sentir o mesmo que estou sentindo agora, escrevendo isto. Há um tempo atrás, fiz um pacto comigo mesmo que só escreveria coisas legais, bonitas e boas. Só que, definitivamente, não dá. Preciso colocar isso pra fora e como não tenho ninguém pra me ouvir mesmo (seria ridículo da minha parte tentar contar isso pra alguém para que essa pessoas entenda exatamente o ato), então eu escrevo. Mas a vida continua e então descubro que, mesmo com todo esse sentimento de culpa, raiva, rancor e sei lá mais o quê, aprendo a conviver com minhas paranóias, que talvez para muitos não façam tanto sentido assim! Preciso rezar... Preciso rezar muito mesmo, pois esse ato tem um poder incomensurável! Acredito nisso...

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